domingo, 30 de outubro de 2011

Concurso Puzzle Literário


Este concurso é lançado pela Biblioteca Escolar e tem como objectivo final a elaboração de um livro “de retalhos”, onde os participantes contribuem com uma pequena parte da história.
O primeiro aluno inscrito começa a história, dando um título sugestivo ao livro. Os restantes, por ordem de inscrição procedem à sua continuação. O último aluno, termina a história.


Gostas de escrever? 
Então aproveita e dá a tua contribuição.... 


Consulta o regulamento e inscreve-te na BE.

sexta-feira, 7 de outubro de 2011

Prémio Nobel da Literatura

Lisboa

No bairro de Alfama os eléctricos amarelos cantavam nas calçadas íngremes.
Havia lá duas cadeias. Uma era para ladrões.
Acenavam através das grades.
Gritavam que lhes tirassem o retrato.
"Mas aqui", disse o condutor eriu à sucapa como se cortada ao meio, "aqui estão políticos".
Vi a fachada, a fachada, a fachada e lá no cimo um homem à janela, tinha um óculo e olhava para o mar.
Roupa branca no azul. Os muros quentes.
As moscas liam cartas microscópicas.
Seis anos mais tarde perguntei a uma senhora de Lisboa: "será verdade ou só um sonho meu?".

Tomás Transtromer. Trad. Vasco Graça Moura


O Nobel da Literatura 2011 premiou o poeta sueco de 83 anos Tomas Tranströmer. A cerimónia de atribuição do prémio realiza-se no dia 10 de Dezembro de 2011, em Oslo, na Noruega.

Tranströmer é o sétimo escritor sueco a receber o prémio Nobel da Literatura.
Tomas Tranströmer aborda na suas poesias temas como a natureza, morte, mistério, enigma e história. O poeta recebe assim o prémio no valor de 1 milhão de euros.
O Prémio Nobel da Literatura é atribuído desde 1901.

O Leitor que se destacou no mês de Setembro

Parabéns Raquel pelas tuas leituras durante o mês de Setembro!

top+ do mês de Setembro

efemérides

quinta-feira, 6 de outubro de 2011

Livro do mês

Mataram o Sidónio!

Um romance que vem da história. Uma história única para um romance inquietante e arrebatador.

 O assassínio do Presidente da República Sidónio Pais, ocorrido em 1918, é um mistério. Apesar de a polícia ter prendido um suspeito, este nunca foi julgado.
A tragédia ocorreu quando Lisboa estava a braços com a pneumónica, a mais mortífera epidemia que atravessou o séc. XX e, ainda, na ressaca da Primeira Guerra Mundial. A cidade estava exaurida de fome e sofrimento. É neste ambiente magoado e receoso que Sidónio Pais é assassinado na estação do Rossio em Dezembro de 1918. Francisco Moita Flores constrói um romance de amor e morte.  Fundamentado em documentos da época, reconstrói o homicídio do Presidente-Rei, utilizando as técnicas forenses e que, de certa forma, continuam a ser reproduzidas em séries televisivas de grande divulgação sobre as virtualidades da polícia científica.

Os resultados são inesperados e Mataram o Sidónio é um verdadeiro confronto com esse tempo e as verdades históricas que ao longo de décadas foram divulgadas, onde o leitor percorre os medos e as esperanças mais fascinantes dessa Lisboa republicana que despertava para a cidade que hoje vivemos. E sendo polémico, é terno, protagonizado por personagens que poucos escritores sabem criar.
Considerado um dos mestres da técnica de diálogo, Moita Flores provoca no leitor as mais desencontradas emoções que vão da gargalhada hilariante ao intenso sofrimento.
Um romance que vem da História.
Uma história única para um belo romance.