quarta-feira, 2 de setembro de 2009

Castelo de Alomourol


Situado numa pequena ilha escarpada, no curso médio do rio Tejo, o Castelo de Almourol é dos monumentos militares medievais mais emblemáticos e cenográficos da Reconquista, sendo, simultaneamente, um dos que melhor evoca a memória dos Templários no nosso país.
As origens da ocupação deste local são bastante antigas e enigmáticas, mas o certo é que em 1129, data da conquista deste ponto pelas tropas portuguesas, o castelo já existia e denominava-se Almorolan.

Entregue aos Templários, principais responsáveis pela defesa da capital, Coimbra, o castelo foi reedificado e assumiu as características arquitectónicas e artísticas essenciais, que ainda hoje se podem observar. Através de uma epígrafe sobre a porta principal, sabemos que a conclusão das obras foi em 1171, dois anos após a grandiosa obra do Castelo de Tomar. São várias as características que unem ambos, numa mesma linha de arquitectura militar templária. Em termos planimétricos, a opção foi por uma disposição quadrangular dos espaços. Em altura, as altas muralhas, protegidas por nove torres circulares adossadas, e a torre de menagem, verdadeiro centro nevrálgico de toda a estrutura.

Estas últimas características constituem dois dos elementos inovadores com que os Templários pautaram a sua arquitectura militar no nosso país. Com efeito, como deixou claro Mário Barroca, a torre de menagem é estranha aos castelos Pré-românicos, aparecendo apenas no século XII e em Tomar, o principal reduto defensivo templário em Portugal. A torre de menagem do castelo de Almourol tinha três pisos e foi bastante modificada ao longo dos tempos, mas mantém ainda importantes vestígios originais, como a sapata, que nos dá a dimensão geral da estrutura. Por outro lado, também as muralhas com torreões adossados, normalmente providas de alambor, foram trazidas para o ocidente peninsular por esta Ordem, e vemo-las também aplicadas em Almourol.

Extinta a Ordem, e afastada a conjuntura reconquistadora que justificou a sua importância nos tempos medievais, o castelo de Almourol foi votado a um progressivo esquecimento, que o Romantismo veio alterar radicalmente. No século XIX, inserido no processo mental de busca e de revalorização da Idade Média, o castelo foi reinventado, à luz de um ideal romântico de medievalidade. Muitas das estruturas primitivas foram sacrificadas, em benefício de uma ideologia que pretendia fazer dos monumentos medievais mais emblemáticos verdadeiras obras-primas, sem paralelos na herança patrimonial. Data desta altura o coroamento uniforme de merlões e ameias, bem como numerosos outros elementos de índole essencialmente decorativa e muito pouco prática.

No século XX, o conjunto foi adaptado a Residência Oficial da República Portuguesa, aqui tendo lugar alguns importantes eventos do Estado Novo. O processo reinventivo, iniciado um século antes, foi definitivamente consumado por esta intervenção dos anos 40 e 50, consumando-se assim o fascínio que a cenografia de Almourol causou no longo Romantismo cultural e político português.

terça-feira, 1 de setembro de 2009

Pensamento do mês

Há pessoas que nos falam e nem as escutamos; há pessoas que nos ferem e nem cicatrizes deixam mas há pessoas que simplesmente aparecem em nossa vida e nos marcam para sempre.

Cecilia Meireles

quarta-feira, 18 de fevereiro de 2009

Concurso Correntes d’Escritas



Entre 11 e 14 de Fevereiro decorreu na Povoa de Varzim o concurso Correntes d’Escritas – Encontro de Escritores de Expressão Ibérica, que em 2009 comemorou dez anos.
A aluna Tatiana Bessa, do 10ºH, ganhou o Prémio Literário Correntes d’Escritas/Papelaria Locus, atribuído ao poema geometria das sombras, escrito sob o pseudónimo Ophelia Nery.

geometria das sombras

largava os dias

lacrava-os
com lamparinas de sonhos
e largava-os

não via além
das tempestades
com que inundava
as estradas

cravava nas valetas
o cheiro
das estórias
com que embalava
o tic-tac
dos meus passos

largava os dias

mas na geometria das sombras
desenhaste-me um verso

e não mais larguei os dias

Ophelia Nery

quarta-feira, 14 de janeiro de 2009

33ª Edição do Prémio Nacional de Literatura Juvenil


33ª Edição do Prémio Nacional de Literatura Juvenil
FERREIRA DE CASTRO



O regulamento pode ser consultado no blogue da biblioteca
http://esdahbiblioteca.blogspot.com/

quarta-feira, 29 de outubro de 2008

Jogos Tradicionais

Os jogos tradiconais, transmitidos de geração em geração, transportam um valioso legado cultural que importa preservar e dar a conhecer. Manual

quarta-feira, 22 de outubro de 2008

Concurso Nacional de Leitura



A participação no Concurso Nacional de Leitura está aberta a todas as escolas do 3º ciclo do Ensino Básico e do Ensino Secundário no continente, Madeira e Açores.
O período de inscrição decorre de 01 de Outubro a 31 de Dezembro de 2008.
De acordo com o regulamento a inscrição é obrigatória.
As escolas que não efectuarem a inscrição, dentro do prazo estabelecido, não poderão aceder às provas distritais.

Regulamento: http://www.planonacionaldeleitura.gov.pt/upload/regulamentocnlrev.pdf