segunda-feira, 7 de novembro de 2011

Autor do mês de Novembro

70 anos do suicídio de Virginia Woolf



A escritora Virginia Woolf evoca desde logo a essência da tragédia. Sentindo-se incapaz de controlar a vida, preferiu a morte, afogando-se num rio com os bolsos repletos de pedras. E no entanto, aparentemente, ela desfrutava das condições que considerava essenciais para uma mulher se afirmar como escritora, advogadas no seu ensaio “Um Quarto que seja Seu” – dispor de espaço, físico e psicológico e de dinheiro suficiente para se bastar a si própria. Inserindo-se na impressionante cadeia de mulheres inglesas, nascidas a partir de 1800, que produziram literatura, a obra desta escritora é sempre classificada como sendo das mais inovadoras e estimulantes, quer entre as mulheres autoras, quer entre o conjunto dos criadores de ambos os sexos. Reconhecida em vida, apoiada pelo seu marido, igualmente escritor, Leonard Woolf, Virginia produziu nove romances, duas biografias, sete volumes de ensaios, vinte e seis cadernos de diários e um sem número de cartas. Nasceu numa família que estimulou os seus talentos mas teria sido objecto, na infância, de abuso sexual por parte dos seus meio-irmãos mais velhos. Estas circunstâncias, aliadas a lutos familiares (a mãe morreu quando ela tinha 13 anos) e aos horrores de duas guerras mundiais, têm servido aos seus numerosos biógrafos e estudiosos para explicar as muitas depressões de que sofreu e as tentativas de suicídio que realizou até ao encontro definitivo com a morte. Os violentos
tratamentos médicos a que foi submetida num hospício para “mulheres loucas”, que passavam por absoluto isolamento, proibição de qualquer actividade, incluindo a leitura e a escrita, com o conluio bem intencionado de seu marido e irmã, também teriam tido efeitos nefastos. Seu marido decidiu no início do casamento, aparentemente harmonioso, que ela não tinha resistência para ser mãe, o que Virginia Woolf sentiu como uma fragilização da sua identidade. Neste quadro se situam as suas reflexões sobre a condição feminina publicadas em 1929, onde nos conduz eruditamente de ideia em ideia, com lógica, com aparente leveza, com ironia. Inventa uma irmã para Shakespeare, a qual nunca poderia Ter sido escritora pelo mero facto de ser mulher. Verbaliza com 50 anos de antecedência muitas das questões retomadas no final do século XX e até ao presente.
http://www.leme.pt/biografias/reinounido/letras/virginia.html

quinta-feira, 3 de novembro de 2011

TOP + de Outubro

Leitor do mês de Outubro

Continua a ler assim porque LER É....................................... ...

Efemérides Novembro

Pensamento do mês de Novembro

Dica de sites de Novembro

livro do mês de Novembro

 
Kathy, Ruth e Tommy cresceram em Hailsham – um colégio interno idílico situado algures na província inglesa. Foram educados com esmero, cuidadosamente protegidos do mundo exterior e levados a crer que eram especiais. Mas o que os espera para além dos muros de Hailsham? Qual é, de facto, a sua razão de ser?
Só vários anos mais tarde, Kathy, agora uma jovem mulher de 31 anos, se permite ceder aos apelos da memória.
O que se segue é a perturbadora história de como Kathy, Ruth e Tommy enfrentam aos poucos a verdade sobre uma infância aparentemente feliz — e sobre o futuro que lhes está destinado.

http://www.wook.pt
 
Nunca Me Deixes é um romance profundamente comovedor, atravessado por uma perceção singular da fragilidade da vida humana.  

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O romancista Kazuo Ishiguro nasceu em Nagasaki, Japão, mas aos seis anos emigrou com a família para a Inglaterra. Os seus pais desejavam voltar ao seu país, mas por diversas circunstâncias foram ficando, e Kazuo cresceu sobre a influência das duas culturas.

Na sua adolescência sonhava ser um músico, atuando em vários clubes e enviando gravações a várias editoras. Sendo rejeitado por estas, e não tendo futuro com a música, decide dedicar-se à escrita. Estudou nas universidades de Kent e East Anglia, no curso de ´escrita criativa´ que o escritor Malcolm Bradbury estabeleceu e no qual era ainda professor. Ishiguro define-se como sendo um escritor que deseja escrever novelas internacionais.
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domingo, 30 de outubro de 2011

Concurso Puzzle Literário


Este concurso é lançado pela Biblioteca Escolar e tem como objectivo final a elaboração de um livro “de retalhos”, onde os participantes contribuem com uma pequena parte da história.
O primeiro aluno inscrito começa a história, dando um título sugestivo ao livro. Os restantes, por ordem de inscrição procedem à sua continuação. O último aluno, termina a história.


Gostas de escrever? 
Então aproveita e dá a tua contribuição.... 


Consulta o regulamento e inscreve-te na BE.

sexta-feira, 7 de outubro de 2011

Prémio Nobel da Literatura

Lisboa

No bairro de Alfama os eléctricos amarelos cantavam nas calçadas íngremes.
Havia lá duas cadeias. Uma era para ladrões.
Acenavam através das grades.
Gritavam que lhes tirassem o retrato.
"Mas aqui", disse o condutor eriu à sucapa como se cortada ao meio, "aqui estão políticos".
Vi a fachada, a fachada, a fachada e lá no cimo um homem à janela, tinha um óculo e olhava para o mar.
Roupa branca no azul. Os muros quentes.
As moscas liam cartas microscópicas.
Seis anos mais tarde perguntei a uma senhora de Lisboa: "será verdade ou só um sonho meu?".

Tomás Transtromer. Trad. Vasco Graça Moura


O Nobel da Literatura 2011 premiou o poeta sueco de 83 anos Tomas Tranströmer. A cerimónia de atribuição do prémio realiza-se no dia 10 de Dezembro de 2011, em Oslo, na Noruega.

Tranströmer é o sétimo escritor sueco a receber o prémio Nobel da Literatura.
Tomas Tranströmer aborda na suas poesias temas como a natureza, morte, mistério, enigma e história. O poeta recebe assim o prémio no valor de 1 milhão de euros.
O Prémio Nobel da Literatura é atribuído desde 1901.

O Leitor que se destacou no mês de Setembro

Parabéns Raquel pelas tuas leituras durante o mês de Setembro!