terça-feira, 15 de junho de 2010

Autor do mês: Sveva Casati Modignani


O nome Sveva Casati Modignani, pseudónimo e usado em conjunto por si própria e por seu marido, surgiu em 1981 quando os jornalistas italianos, de Milão, Bice (Beatrice) Cairati e Nullo Cantaroni lançaram o livro Anna Dagli Occhi Verdi. O romance, baseado em histórias contadas pela avó materna de Bice, teve bastante sucesso, tendo vendido 300 mil exemplares em cinco edições.
Em Itália, na época, vender 50 mil exemplares já era considerado um sucesso.
O pseudónimo, formado pelo nome de duas ilustres famílias milanesas, surgiu por sugestão do editor, já que não era muito atraente assinarem com os dois nomes em conjunto. Enquanto Bice escreve, o marido, Nullo, trata de corrigir os textos.
O casal começou a escrever por sugestão de um editor italiano, que não encontrava no seu país ninguém que escrevesse romances de sagas familiares, com um fundo histórico. Assim, os romances de Sveva Casati Modignani caracterizam-se, essencialmente, por apresentar histórias de famílias, sempre com mulheres lutadoras por protagonistas.
A dupla de autores, através de Bice Cariati, assumiu desde o início que o público-alvo era as mulheres.

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Estatística do Mês de Maio

terça-feira, 8 de junho de 2010

Mosteiro de Singeverga

HISTÓRIA DE SINGEVERGA

É o único mosteiro masculino que, em Portugal, segue a Regra de S. Bento. 
Foi fundado em 25/1/1892 na freguesia de Roriz, Santo Tirso, por monges vindos de Cucujães, onde se iniciara a restauração da vida beneditina, após a extinção das Ordens Religiosas, em 1834.

Como ainda viviam os fundadores, os monges instalaram-se nas dependências agrícolas da quinta de Singeverga, mercê da doação feita pela família Gouveia Azevedo à Ordem Beneditina.·
Com a proclamação da República, tiveram de se dispersar e exilar, em Maredesous (Bélgica) e, sobretudo, em Samos (Galiza). Ficou apenas, como capelão da família fundadora, o Pe. Manuel Baptista de Oliveira Ramos, o qual após a elevação de SINGEVERGA ao grau de Priorado Conventual, foi nomeado Prior pela Santa Sé, em 9 de Maio de 1922.

Entretanto, os monges regressados de Samos (1926), foram instalar-se na Falperra (Braga) para não comprometerem, com qualquer resolução apressada, tudo quanto a prudência do Padre Baptista Ramos tinha conseguido salvar.
No dia 15 de Abril de 1931, visto que a ordem política, iniciada em 1926, sob o comando do General Gomes da Costa, vingava em Portugal, impondo a normalidade e dando liberdade à Igreja e suas instituições, a comunidade deixa a Falperra e vem para Singeverga, onde se inicia em pleno a vida monástica em conventual.

Singeverga foi elevada a Abadia em 1/6/1938, tendo como primeiro Abade D. Plácido Ferreira de Carvalho (1938-1948).
Seguiu-se-lhe D. Gabriel de Sousa (1948-1966+1996), último abade vitalício. 
De 1966 a 1969 a Abadia foi governada por um Prior Administrador, o Pe. Geraldo Coelho Dias. 
Em 1969 foi eleito abade temporário, D. Teodoro Monteiro (1969-1977 +1995), D. Lourenço Moreira da Silva (1977-1993).
De 1993 a 1995 a Abadia foi governada, de novo, por um Prior Administrador, o Pe. João Lucas Dias. 
De 1995 até ao presente é Abade D. Luís Bernardo Sacadura Botte Aranha que governa uma comunidade de 36 monges e suas casas dependentes.

A introdução da regra de S. Bento no território português, como documento normativo de disciplina monástica, fez-se a partir do Concílio de Coyanza (1050/55?), Leão, Espanha, embora já fosse conhecida como documento de espiritualidade. Aderiram, então, à beneditização diversos mosteiros de observância autóctone (Regra de S. Frutuoso) na região do Entre Douro e Minho. Alguns monges, vindos de França (S. Geraldo de Braga e D. Bernardo de Coimbra), foram sagrados bispos, mas, durante a Idade Média, os beneditinos experimentaram certo relaxamento, atingidos sobretudo pela praga dos abades comendatários, que levaram os conventos à ruína.



Depois do Concílio de Trento(1563), após algumas tentativas de reforma, seria o rei D. Sebastião a favorecer a reformação monástica. Com o auxílio dos monges reformados de Castela, graças à acção de Fr. Pedro de Chaves e Fr. Plácido Vilalobos, o Papa Pio V, com bulas de 1566 e 1567, executadas pelo Cardeal D. Henrique, instituiu a “Congregação dos Monges Negros de S. Bento dos Reinos de Portugal”. A partir do Mosteiro de Tibães, regido pelo Abade Geral com Capítulo Geral e abades trienais, a Congregação fundou mosteiros em Lisboa, Santarém e Porto, para além de reformar alguns dos já existentes, contando 22 abadias na Metrópole e estendendo-se para o Brasil desde 1580/81, onde contou 11 mosteiros: Baía, Rio de Janeiro, Olinda, Paraíba, S. Paulo, Brotas, etc. A partir da instituição da Congregação, monges portugueses restauraram os mosteiros, reformaram a disciplina e observância monásticas, entregaram-se ao estudo, mesmo na Universidade, e à pregação, até que, em 28-30/5/1834, se deu a extinção das Ordens Religiosas pelo Liberalismo.

Painéis da Sala do Capítulo, da autoria de Cláudio Pastro
(fotografia de Maria João Ruiz e Tiago Noutel-Fontes)

Explicação do painel:

Estes dois painéis constituem um só.
O primeiro apresenta a formação do monaquismo em Portugal e da nacionalidade portuguesa. 
O segundo, a formação da Congregação Beneditina até Singeverga
Esteticamente, o painel tem um grande elemento básico que é a videira, no estilo do esmalte de Limoges, que foi um trabalho característico dos monges, na Idade Média, sobretudo a partir de Cluny; à direita, faixas, adornos, galões, com a videira e pássaros, a lembrar as igrejas barrocas. Esta videira é o símbolo de Cristo, símbolo da unidade (unidade do monaquismo, unidade nacional). Ela é interceptada nalguns pontos, particularmente em 1834 e 1910
Finalmente, na extrema direita, em baixo, encontra-se uma pequena videira, mais natural, que se confunde com os corpos dos primeiros monges que aqui chegaram. Com ela pretende-se dizer que Singeverga retoma esta videira e, portanto a unidade

Montagem fotográfica dos dois painéis na Sala do Capítulo


A restauração monástica na época moderna começou por obra e graça dum monge do Rio de Janeiro, de nacionalidade portuguesa, D. Fr. João de Santa Gertrudes Leite de Amorim (1818-1894), primeiro e transitoriamente em Paço de Sousa (1865), depois, em definitivo, no antigo mosteiro de Cucujães (1875), feito Priorado Conventual (29/7/1876) e elevado a abadia (8/6/1888). Foi daqui que, ajudados por monges de Beuron, vieram fundar Singeverga e, depois de anos sob a tutela do Mosteiro de S. Paulo Extra-Muros, Roma, se integraram na Congregação de Beuron em 1904, donde passariam, em 1931, para a Congregação da Anunciação.

Os monges de Singeverga patrocinaram a fundação dos mosteiros de beneditinas:
- Mosteiro de Santa Escolástica, Roriz, Santo Tirso
- Mosteiro das Beneditinas Missionárias de Tutzing, Baltar (Paredes).



Casa dos Fundadores


quarta-feira, 2 de junho de 2010

Leitor do mês de Maio

No mês de Maio o leitor que mais se destacou foi o aluno, Pedro Miguel Martins de Sousa, da turma 12.ºB. Parabéns Pedro.