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quinta-feira, 5 de janeiro de 2012

Livro do mês

A Montanha Mágica (no original em alemão Der Zauberberg) é um livro escrito por Thomas Mann em 1924. Um dos romances mais influentes da literatura mundial do século XX, foi importante para a conquista do Prémio Nobel de Literatura em 1929 por Mann.
É um exemplo clássico da literatura que os alemães classificam como Bildungsroman.

Thomas Mann iniciou a escrita de "A montanha mágica" em 1912, o mesmo ano em que sua mulher Katharina Mann (Katia) foi internada num sanatório de Davos na Suíça, para se curar de uma tuberculose. O livro teria sido inspirado nesse episódio.
Em 1915, Thomas Mann interrompeu o seu trabalho no manuscrito, indeciso sobre o fim a dar ao romance. Nesta altura, Mann encontra-se em conflito com o irmão Heinrich Mann, um apoiante da França e dos aliados, que desprezava o espírito filisteu, provinciano, totalitário, acrítico dos alemães e de seu Kaiser Wilhelm II, como tinha ficado bem patente no seu romance "Der Untertan" (o súdito), publicado pouco antes do início da Guerra.
Thomas Mann era, por contraponto ao irmão, nesta altura, (ainda) um espírito mais arreigado às suas raízes culturais e à sua pátria. Apenas mais tarde, na Segunda Guerra Mundial, Thomas Mann viria a adquirir um espírito mais crítico sobre a sua própria sociedade e cultura. Em "Reflexões de um homem não-político", de 1918, Thomas Mann defende a cultura alemã contra aquilo que ele afirma ser uma ideologia dogmática do ocidente.
Como se disse, Thomas Mann iria mudar muito na Segunda Guerra Mundial, onde estará abertamente ao lado dessa suposta ideologia. Thomas Mann continuou a escrever "A montanha mágica" em 1919, já depois da guerra. Terminaria o romance apenas em 1924, ano da publicação.
Entretanto, muitas observações dele sobre a experiência da Alemanha na República de Weimar tinham influenciado o livro.

A obra trata da história de um jovem engenheiro naval alemão, de Hamburgo, chamado Hans Castorp. Ele visita o primo Joachim Ziemssen num sanatório destinado ao tratamento de doenças respiratórias localizado em Davos, nos Alpes suíços, pouco antes do começo da Primeira Guerra Mundial. Apesar de ser encaminhado ao sanatório apenas para uma visita e para tratar uma anemia, Hans Castorp vai aos poucos mostrando sinais de que tem tuberculose pulmonar e acaba por prolongar a sua visita ao sanatório por meses e anos, pois a sua saída é sempre adiada por causa da doença.
Nesse período, Castorp, pouco a pouco, afasta-se da vida "na planície" e conquista o que chama de liberdade da vida normal. Desliga-se do tempo, da carreira e da família e é atraído pela doença, pela introspeção e pela morte. Ao mesmo tempo, amadurece e trava um contato mais profundo com a política, a arte, a cultura, a religião, a filosofia, a fragilidade humana (incluindo a morte e o suicídio), o caráter subjetivo do tempo (um dos temas mais importantes da obra) e o amor.
O sanatório forma um microcosmo europeu. Os numerosos personagens do livro, muitos com descrições e reflexões detalhadas, são representações de tendências e pensamentos que predominavam na europa do pré-grande-guerra, conhecido como o período dos anos loucos. Em particular os personagens Lodovico Settembrini (humanista e enciclopedista) e Leo Naphta (um jesuíta totalitário) representam o contraste entre ideias liberais e conservadoras, respetivamente.
Também se destacam o hedonista Mynheer Peeperkorn e Madame Clawdia Chauchat, por quem Castorp desenvolve interesse romântico e sutilmente sensual, cujo “climax” está genialmente descrito por Mann em páginas verdadeiramente universais.
A subjetividade da passagem do tempo abordada por Mann reflete-se na estrutura do livro. A narrativa é ordenada cronologicamente, mas acelera ao longo do romance. Desse modo, os primeiros cinco capítulos relatam apenas o primeiro dos anos de Castorp no sanatório, em grande detalhe. Os restantes seis anos, marcados pela monotonia e pela rotina, são descritos nos últimos dois capítulos. Essa assimetria corresponde à própria perceção distorcida de Castorp quanto à passagem do tempo.
No final da narrativa, inicia-se a Guerra, Castorp une-se às fileiras do exército, e a sua morte iminente no campo de batalha é sugerida. Apesar do processo de amadurecimento do personagem ao longo do livro, não está claro, no final, formou-se uma sólida individualidade, e a sua última aparição-se como um soldado anónimo, entre milhares, num campo de batalha qualquer da Primeira Guerra Mundial.

quinta-feira, 3 de novembro de 2011

livro do mês de Novembro

 
Kathy, Ruth e Tommy cresceram em Hailsham – um colégio interno idílico situado algures na província inglesa. Foram educados com esmero, cuidadosamente protegidos do mundo exterior e levados a crer que eram especiais. Mas o que os espera para além dos muros de Hailsham? Qual é, de facto, a sua razão de ser?
Só vários anos mais tarde, Kathy, agora uma jovem mulher de 31 anos, se permite ceder aos apelos da memória.
O que se segue é a perturbadora história de como Kathy, Ruth e Tommy enfrentam aos poucos a verdade sobre uma infância aparentemente feliz — e sobre o futuro que lhes está destinado.

http://www.wook.pt
 
Nunca Me Deixes é um romance profundamente comovedor, atravessado por uma perceção singular da fragilidade da vida humana.  

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O romancista Kazuo Ishiguro nasceu em Nagasaki, Japão, mas aos seis anos emigrou com a família para a Inglaterra. Os seus pais desejavam voltar ao seu país, mas por diversas circunstâncias foram ficando, e Kazuo cresceu sobre a influência das duas culturas.

Na sua adolescência sonhava ser um músico, atuando em vários clubes e enviando gravações a várias editoras. Sendo rejeitado por estas, e não tendo futuro com a música, decide dedicar-se à escrita. Estudou nas universidades de Kent e East Anglia, no curso de ´escrita criativa´ que o escritor Malcolm Bradbury estabeleceu e no qual era ainda professor. Ishiguro define-se como sendo um escritor que deseja escrever novelas internacionais.
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quinta-feira, 6 de outubro de 2011

Livro do mês

Mataram o Sidónio!

Um romance que vem da história. Uma história única para um romance inquietante e arrebatador.

 O assassínio do Presidente da República Sidónio Pais, ocorrido em 1918, é um mistério. Apesar de a polícia ter prendido um suspeito, este nunca foi julgado.
A tragédia ocorreu quando Lisboa estava a braços com a pneumónica, a mais mortífera epidemia que atravessou o séc. XX e, ainda, na ressaca da Primeira Guerra Mundial. A cidade estava exaurida de fome e sofrimento. É neste ambiente magoado e receoso que Sidónio Pais é assassinado na estação do Rossio em Dezembro de 1918. Francisco Moita Flores constrói um romance de amor e morte.  Fundamentado em documentos da época, reconstrói o homicídio do Presidente-Rei, utilizando as técnicas forenses e que, de certa forma, continuam a ser reproduzidas em séries televisivas de grande divulgação sobre as virtualidades da polícia científica.

Os resultados são inesperados e Mataram o Sidónio é um verdadeiro confronto com esse tempo e as verdades históricas que ao longo de décadas foram divulgadas, onde o leitor percorre os medos e as esperanças mais fascinantes dessa Lisboa republicana que despertava para a cidade que hoje vivemos. E sendo polémico, é terno, protagonizado por personagens que poucos escritores sabem criar.
Considerado um dos mestres da técnica de diálogo, Moita Flores provoca no leitor as mais desencontradas emoções que vão da gargalhada hilariante ao intenso sofrimento.
Um romance que vem da História.
Uma história única para um belo romance.

terça-feira, 13 de setembro de 2011

Livro do mês de Setembro



Sinopse

A loja Kenny’s, em Ardagh, é muito mais do que um espaço comercial, é o coração da vila onde vivem três mulheres cujas vidas estão prestes a mudar…
Ingrid Fitzgerald, apresentadora de televisão, viu o marido, David, o carismático proprietário da Kenny’s, entregar-se de alma e coração ao negócio da família, enquanto ela equilibrava admiravelmente a carreira e vida familiar. Agora que os filhos se preparam para abandonar o ninho, Ingrid descobre um segredo que abalará o seu mundo.

Natalie Flynn partilha um apartamento com a filha de Ingrid, Molly. Ao mesmo tempo que o amor desponta na sua vida, Natalie começa a colocar perguntas que nunca antes se atrevera a fazer sobre o seu passado. Irão elas ajudá-la a entender que é na verdade?
Charlie Fallon, entusiasta empregada da Kenny’s, adora o filho e o marido, mas a mãe parece determinada em arruinar-lhe a vida. Agora está na altura de, finalmente, lutar pela sua felicidade.
Star Bluestone é a única que as poderá ajudar quando as suas vidas estão prestes a mudar para sempre… Star, uma mulher com uma sabedoria muito especial, sabe por experiência própria que as coisas mais importantes da vida têm de ser estimadas e acarinhadas e que a oportunidade para se ser feliz surge apenas uma vez na vida…
Calorosa e envolvente, está é uma história sobre o amor, a amizade e os defeitos devastadores que os segredos do passado têm na vida de cada um.

segunda-feira, 6 de junho de 2011

Livro do mês Junho

"Acreditar no impossível"

Um livro absolutamente inovador e original sobre a meditação e o seu papel no crescimento espiritual. Acreditar no impossível não contém exercícios ou técnicas de meditação, mas algo muito mais poderoso: Uma descrição rica e detalhada do que acontece na vida de quem descobre a meditação, e de como a sua própria experiência e o mundo que o rodeia se transformam em resultado dessa actividade. Com a sua abordagem simples, cheia de humor e compaixão , Osho apresenta, ao longo destas páginas, um guia indispensável para transformar a sua vida – acreditando no impossível.

quinta-feira, 7 de abril de 2011

Livro do mês Abril

"A Menina que não sabia ler"

1891. Nova Inglaterra. Numa mansão distante e decadente, onde nada é o que parece, dois irmãos são deixados à mercê de criados e regras ditadas por um tio negligente. A jovem Florence, de apenas 12 anos, passa os dias a tomar conta do seu irmão mais novo Giles e a deambular pelos corredores, numa rotina entediante e desinteressante. Até que, um dia, a menina encontra na mansão um lugar proibido: uma biblioteca fechada e empoeirada, pela qual se apaixona.

quarta-feira, 16 de março de 2011

Livro do mês Março

"900 História de um Rei"

"Afonso Henriques 1109-2009"

É um livro verdadeiramente magnífico e cativante.
Pedro Seromenho evoca, de uma forma acessível e apelativa, o nascimento do nosso primeiro Rei, a formação do reino, as intensas batalhas pela independência, e ainda paixões e morte.

As ilustrações são belíssimas!

quarta-feira, 9 de fevereiro de 2011

Livro do mês Fevereiro

"A Rainha Branca"

A história do primeiro volume de uma nova trilogia notável desenrola-se em plena Guerra das Rosas, agitada por tumultos e intrigas. Autora de bestsellers internacionais, Philippa Gregory dá vida a este drama de família através das suas mulheres, começando com a história de Isabel Woodville, a Rainha Branca.

terça-feira, 4 de janeiro de 2011

Livro do mês Janeiro

"Os Retornados"

A obra conta as aventuras de Ricardo, um peruano que passou sua infância e adolescência a desejar morar em Paris. E quando consegue o que quer, reencontra sua paixão de juventude peruana: Lilly. Ela entra no grupo de esquerda revolucionária que deseja dar um golpe de estado semelhante ao de Fidel no Peru. A partir daí, a amada de Ricardo transforma-se em várias personagens, com diferentes maridos e identidades, passando por Londres, Paris, Tóquio e Madrid, com todas as mudanças sociais e históricas como pano de fundo.

quinta-feira, 4 de novembro de 2010

Livro do mês Novembro

"Travessuras da Menina Má"

A obra conta as aventuras de Ricardo, um peruano que passou sua infância e adolescência a desejar morar em Paris. E quando consegue o que quer, reencontra sua paixão de juventude peruana: Lilly. Ela entra no grupo de esquerda revolucionária que deseja dar um golpe de estado semelhante ao de Fidel no Peru. A partir daí, a amada de Ricardo transforma-se em várias personagens, com diferentes maridos e identidades, passando por Londres, Paris, Tóquio e Madrid, com todas as mudanças sociais e históricas como pano de fundo.

segunda-feira, 18 de outubro de 2010

Livro do Mês Outubro

"Eu e as Mulheres da minha vida"

Tiago Rebelo, autor de obras como "O Último Ano em Luanda" e "O Tempo dos Amores Perdidos", acaba de relançar na Presença "Eu e as Mulheres da Minha Vida", romance que já fora editado em 2003, mas então sob a assinatura de João Tomás Belo.

Trata-se de um romance escrito de forma ligeira e que conta uma história que por muitos terá sido vivida ou que, pelo menos, muitos já terão ouvido contar da boca de um amigo ou de uma amiga: um homem que, aos 35 anos, saturado da sua vida rotineira de marido e pai, dá por si envolvido com uma mulher que de início imaginou inacessível e para a qual não teria unhas.div>

terça-feira, 4 de maio de 2010

Livro do mês


Depois do sucesso de "O Diário da Tua Ausência", uma carta envolvente que ajuda a descobrir novos caminhos para o verdadeiro amor. «Quando amamos alguém, não perdemos só a cabeça, perdemos também o nosso coração. Ele salta para fora do peito e depois, quando volta, já não é o mesmo, é outro, com cicatrizes novas. Às vezes volta maior, se o amor foi feliz, outras, regressa feito numa bola de trapos, é preciso reconstruí-lo com paciência, dedicação e muito amor-próprio. E outras vezes não volta. Fica do outro lado da vida, na vida de quem não quis ficar ao nosso lado.»

«...uma longa carta dedicada a uma antiga paixão e que fecha um ciclo iniciado em O Diário da Tua Ausência.»

Correio da Manhã

«Margarida Rebelo Pinto escreve essencialmente sobre o amor, a vida e as relações, e disso nunca nos conseguimos cansar o suficiente.»

Starstyle

«O novo romance urbano.»

Jornal de Letras

«O fenómeno editorial português mais notável dos últimos anos.»

segunda-feira, 12 de abril de 2010

Livro do mês

Sinopse
Para BELLA SWAN, o amor inelutável por um VAMPIRO enreda-se, de um modo fantástico e terrível, com a realidade perigosamente opressiva. Impelida, num sentido, pela sua paixão intensa por Edward Cullen e, no outro, pela ligação profunda ao lobisomem Jacob Black, Bella enfrentara um ano tumultuoso de tentações, perdas e conflitos que a irá colocar perante um momento final e decisivo.

A escolha eminente entre ingressar num mundo tenebroso mas sedutor dos imortais, ou prosseguir uma existência inteiramente humana é o fio do qual se suspendem os destinos dos dois clãs.

Agora que BELLA já tomou uma decisão, uma cadeia perturbante de acontecimentos sem precedentes está prestes a desenrolar-se, antevendo efeitos potencialmente devastadores e incomensuráveis. Quando os fragmentos corroídos da sua vida ─ inicialmente desvendada em Crepúsculo, e, depois, estilhaçada e dilacerada em Lua Nova e Eclipse ─ parecem prestes a sarar e a unir-se num todo, será que irão terminar destruídos…para sempre?

Crepúsculo desafiou a imaginação. Lua Nova deixou os leitores sedentos por mais. Eclipse transformou a série em um fenómeno global. Agora, Amanhecer... o livro que todo o mundo estava esperando, encerra a saga de paixões e perigos de Sthephenie Meyer com um desfecho de tirar o fôlego.

Obras de Sthephenie Meyer
  • Eclipse (2008)
  • Crepúsculo (2008)
  • Lua Nova (2008)
  • Breaking Dawn (2009)
  • Nómada (2009)
  • Amanhecer (2009)

segunda-feira, 18 de janeiro de 2010

Livro do mês

JAIME BUNDA,
Agente Secreto


Jaime Bunda, jovem agente secreto, é um desajeitado investigador do governo, cujo apelido faz referência directa ao formato da sua vantajosa anatomia, que o leva a andar contorcendo os quadris, dificultando até mesmo o entrar e o sair do seu automóvel, deformando a sua própria cadeira de trabalho.

Porém, um dia, Jaime é chamado para cobrir um crime sobre uma tal adolescente, ''uma catorzinha'', crime banal, mas que para ele se revela da mais alta importância, levando-o a não desperdiçar nenhum detalhe, mesmo os mais insignificantes, o que provoca o riso e o gozo dos colegas.

Enquanto procurava incessantemente por um suspeito, Jaime Bunda inicia a investigação de um outro crime que ninguém sequer suspeitava.


Será ele capaz de resolver os mistérios em que está envolvido…?

Para saberes mais sobre o seu autor, Pepetela, clica aqui.